sexta-feira, 24 de julho de 2009

Palavras

Estou fartas das palavras porque elas lubridiam enganam, mascaram os sentimentos, as verdades das pessoas. E se for, existe verdade? O que existem são fatos. A palavra não convém. Quero o silêncio, a ausência de ecos, de sons.Quero apenas ouvir o barulho do ar condicionado que nos condiciona a uma realidade engessada. Quero ouvir o baralho frenético da vida que pulsa lá fora. Das ruas, dos carros,das maquinas destroçando, revirando a terra. Dos gritos surdos e mudos dos pobres e famintos que vivem nesse mundo de hipócrisias. Quero o silêncio que acalante, quero jogar, jorrar, derramar e me afogar em meus prantos. Quero libertar meu peito, deixar fluir os meus defeitos. Estou de cheia dos efeitos pirotécnicos que as pessoas fazem para mascarar suas faces, seus feitos, seus defeitos. Por favor, alguém apague a luz que bate aqui na minha retina e fere meus olhos, cega-me. Por favor, fechem as cortinas por que a peça acabou. Por favor, acreditem no silêncio que habita o amor.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Balzaquiana

Vida.... 29 anos se passaram.

Sou uma mulher de 30 anos - uma balzaquiana - mas que as vezes se comporta como uma adolescente de 17 anos,pois constantemente quero me mudar e mudar o mundo, doce ilusão. Seria isso algo apenas meu ou esse sentimento é universal? Dizem que os 30 anos é para a mulher um período de revolução. Acho que não fujo a regra, a não ser pelo fato de achar que sou “a própria revolução em mim.” É estranho fazer o caminho inverso das pessoas consideradas “normais”; normalmente as pessoas casam aos trinta e eu me separei, sem mesmo ter me casado, quase aos trinta. Se isso não for uma forma de revolução, seria uma evolução? Já nem sei mais. Sei o quanto é doloroso e nos torna forte fazer esse caminho. Sei também que a idade não tem nada a ver com a quantidade de anos que vivemos, mas sim com as experiências que tivemos. Penso, apenas, no caminhar e que ele depende das escolhas. Daqui do “alto” dos meus trinta anos vejo o mundo de uma forma diferente: com mais calma, mais alegria, mais aceitação no meu jeito de ser. Descobri um monte de coisas que não quero para mim. E outras tantas que quero viver: casar de verdade, ter filhos, viajar o mundo. Hoje pode parecer meio piegas tudo isso, mas é um estado de espírito que mora em mim. Muitas vezes me sinto como uma garota que quer colo, um ombro amigo. Apenas alguém para me acolher, mas é quando bate em minha face o vento que cobra, o peso da idade e da responsabilidade de ser um SER com direitos e deveres é quando descubro esse meu jeito de ser e ver a vida. Tem dia que desejo “terceirizar” minha vida, pois é tão difícil fazer auto-gestão- ser dono da nossa própria vida. Será que por isso que muitas mulheres casam? Será que não é mais fácil andar acompanhado do que sozinho? Acho que depende do caminho. Se errarmos ou acertamos só o tempo irá nos dizer. O que importa mesmo é deixar rastros... Andar por aí ir de mãos dadas com a i-da-de em busca da tal Fe-li-ci-da-de...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Deep

Leva um tempo para entendermos, compreendermos e aceitarmos...
Leva um tempo até tomarmos a atitudes que por fim mudará todo rumo de nossa história, nossa vida. O Adeus é uma navalha que corta a garganta. Fere os ouvidos e faz jorrar o sangue do coração, esquecido e embrutecido. A ruptura é um processo muito doloroso, mas edificante porque é nesse momento que pesamos o quanto algo ou alguém é importante em nossas vidas. È só tentando remover uma arvore é que podemos ver a profundidade da raiz. È só com o vendaval é que vemos com que estrutura foi feita nossa casa. Talvez, se leve uma vida para esquecer. Talvez nunca se esqueça. Mas no fim descobrimos que o levamos é a vida. Somos tudo, e, isso: o somatório de nossas vivências e escolhas,que nos marca profundamente.Que é dor e sente. O que é a vida se não as experiencias vividas? As noites mal dormidas? As alegrias vividas?
È difícil a abandonar o que somos, o que faz parte de nós. Aceitarmos que no fim só seremos nós, apenas nós. Mas que realmente o que importa é:“por mais fria e tenebrosa que seja a noite, certamente há de haver um novo dia com lindos raios de sol”. E seremos bem mais felizes!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Amar

Amar alguém é sentir algo profundo
É estar por dentro de um mundo
Em que tudo são estrelas brilhantes
Que se reluzem em instantes
Para refletir a alma
Em que nos leva à calma

Batendo à mil por hora
No romper da aurora
Existe ali um coração
Que sofre de paixão
Ao estar apaixonado
Por um amor que foi roubado

Chegamos a delirar
Com vontade de gritar
E o mundo inteiro a escutar
Mas o coração não para
Pois o amor se declara

A tristeza é um instante
Pois o coração bate repentinamente
Sem deixar que a dor
Invada o amor

Um sentimento sem explicação
Que as vezes não sabemos definir
Mas nos apaixona sem sentir

Por - Ellen Carolina, minha sobrinha linda de 11 anos. Achei tão lindo, resolvi postar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A-Gente

No vazio que sou me encontro em meio à multidão
Sinto o passar das horas no pântano do meu ego
Imerso em meio à insensatez humana
Vejo que sou cego


Vivo a eterna busca de ser o que não fui
Que agora já nem sei mais quem sou


As lembranças de outrora me apavoram
As lagrimas banham meu rosto
Lavam minha alma
Acalmam


O vazio é como nuvens que some e aparecem com o tempo
Eu sou a solidão
A personificação da solidão
Ela chega com seus olhos úmidos da noite
A-Gente não se entende ele gosta de números e eu de letras
Quantitativo e qualitativo, juntos e, separados pela os traços tortos das linhas do destino


Em pensar que ainda adoro:

Seu sorriso, seus olhos pequenos

O jeito de passar a mão na cabeça quando está nervoso

Quando cruza os braços junto ao peito

Seus jeitos, seus defeitos


O que mais me alegra é o ir e vir
O andar por aí!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

SABADO

Um grande homem partiu
Partiu-se de mim
Um grande vazio invadiu-me
Tamanha tristeza no fim do dia
Enquanto outros davam pulos de alegria
Naquele mesmo dia
Pensei que ia morrer naquele instante
Quanta agonia

O coração partiu-se
Queria, voltar, ser como antes
O cérebro quase explodiu
De tanto pensar
Tinha de tudo, me faltava o ar
Pensei em estar louca
Fique rouca
Os gritos eram mudos
Ou todos ficaram surdo?
Diante de tamanho absurdo

Tamanha a vontade de fazer parar
Pare:
Esta dor, esse amor, por favor, pare
Por favor, me ampare
Por favor, me apare, me escute

Devolva-me:
A paz, devolva a cor,o sabor, a alegria, o meu dia a dia
Devolva-me o amor, devolva-me a alegria
Mas era sábado, era o dia da melancolia