sexta-feira, 13 de novembro de 2009

HOJE

Hoje acordei cheia dessa nostalgia
Chega de coisa que não presta
Quero jogar fora essa melancolia
Hoje quero o mundo em festa
Quero mundo cheio de alegria
Quero o mundo sem pressa
Quero é rir, dançar até o raiar do dia

terça-feira, 10 de novembro de 2009

TÃO

Um dia
Quando tudo for mais claro
Quando o amor for o código da vida
Quando a tristeza não for sinônimo de solidão.
Quando o sorrir for sinônimo de alegria
Quando o amor não for sinônimo de compaixão
Quando as pessoas não se contentarem, apenas, com um prato de comida
Quando o amor e o sexo não for sinônimo de um disparo
Do coração
Quando houver mais valorização da vida
Quando o amor não for confundido com excitação
Quando o beijo não for sinônimo de despedida
Quando o viver for sinônimo de ousadia
Quando a imaginação for à porta de partida

Talvez nesse dia diante do sol possa ver como as coisas de fato são
Onde tudo será tão claro, tão raro, tão, tão...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Eu

Procura-se:
Um lar
Um canto
Um Bar
Um manto
Um mar
Um lugar
E aí o que será?
Apenas, procura-se ainda:
Alguém assim como eu
Que um dia se perdeu
Prendeu
No labirinto da vida

Quem é tão seu como eu?
Quem já se perdeu em seu eu como eu?
Quem já foi tão meu como seu eu?
Então me diga?
O que fazer sem o meu que é o seu eu?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Em má companhia


“Ele só tinha dezesseis e que isso sirva de exemplo para vocês”

Às vezes a felicidade está bem debaixo do nosso nariz, mas poucos resistem à tentação de trilhar caminhos desconhecidos. Dedico este texto aos adolescentes que se deixam levar pelo mundo desconhecido das drogas.


A mãe o tomou em seu colo e acalentou a primeira vez o dia 1° de maio . Num dia acalorado pela massa de trabalhadores em frente ao Senado Federal, reivindicando melhores salários e condições de trabalho. No dia do TRABALHA-DOR, talvez sua mãe tenha pensado, apresento ao mundo mais um braço forte que há de vencer uma bravata.Um representante de um povo. Ela ficou por um bom tempo a contemplar seu filho. Ela perceberá desde cedo que ele tinha olhos negros e ligeiros típicos de pessoas que sonham em conquistar o mundo. Mas nesse mundo de hoje, de tantas possibilidades, é cada vez mais difícil para os pais ensinarem seus filhos o melhor caminho para conquistar o mundo. E qual caminho é menos ruim? Qual tará menos dor e inquietação? Penso que para os pais, talvez, o melhor caminho é aquele que se viva, ainda que não seja uma vida de luxo, mas que seja de forma digna, com um trabalho honesto. Mesmo sabendo que o mundo não seja justo e que constantemente teremos que lidar com incertezas e frustrações. Nem sempre o caminho mais fácil é o melhor atalho para sair de uma condição. “Que também morre quem atira” No mundo de muitas possibilidades e poucas oportunidades para aqueles que nascem desiguais. O melhor caminho e suar a camisa e trabalhar com: as adversidades da vida, as esperanças perdidas, as impunidades, as fragilidades humanas, a alma dolorida. Escrevo porque são duas da manha e todos dormem e não vejo,não encontro razão para dormir. Dizem que o sono acalanta. Eu não quero acalanto. Só quero ficar no meu canto. Quero chorar, derramar meu pranto em letras vermelhas dessa caneta que ora escrevo. Não, não dessa vez não estou aqui para falar dos meus dissabores, quero falar de outro que duas balas lhe tiraram a vida. Certamente, você deve se perguntar por que escrevo coisas tristes. Porque quando escrevo em todas as letras que surge na tela é como se fosse uma lagrimas que banha me rosto. ”quem quiser que fale mal da literatura. Quanto a mim direi apenas que devo a minha salvação. venho da rua de deprimido, escrevo dez linhas, torno-me olímpico” Na mente apenas um clarão que cega. De tanto olhar não vejo nada. Dois tiros tiraram uma vida. O cérebro apagou só o corpo restou.
- E agora qual é a saída?
- Aí que dor, me ajudem, por favor!
- Doar ou não os órgãos para salvar outras vidas?
Perder alguém que amamos é muito doloroso. No inicio choramos pela dor da ausência, da saudade, do futuro não vivido. Choramos por que somos egoístas, pois choramos pela perda, pela dor que a ausência do outro no trás. Depois de um tempo as lagrimas cessam, o coração desacelera é como se estivemos em estado de paralisia, nesse momento é como se houvesse a perda dos sentidos, já não sentimos dor ou alegria, apenas nostalgia. Como se fossemos corpos flutuantes na imensidão do espaço. Demora um tempo para nos adaptarmos para firmamos o pensamento em uma direção. Há varias formas de se perder alguém: quando o tempo leva, quando a morte leva, mas o amor sempre permanece. O amor não morre fica guardado no cantinho cinzento do lado esquerdo do coração. Ainda mais quando o falamos de amor incondicional, amor mono, amor unilateral: de mãe para filho. Não consigo imaginar, quantificar, mensurar o sofrimento de uma mãe que tem seu filho brutamente assassinado, de forma tão covarde.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Caminhos

O que tem detrás daquele portão, das grades? Lá as luzes se ascendem e apagam sozinhas.Tudo é tão intrigante. Onde estão as chaves? Quem mora lá? Lá tudo é tão silencioso... As pessoas parecem felizes e tranqüilas.Todos os dias, passo em frente e fico pensando , imaginando como será lá. As grades são feitas de ferro bem firmes, pintado de preto. Tem sempre um senhor de cabelos brancos a espreitar pela janela, sempre em silêncio. Recentemente, descobrir que sou amante do silêncio. Acredito que o silêncio seja um refúgio, um lugar de conforto. È tão confortável fica escutando o tico e teço. Não ter que convencer ninguém de nada. È só pensar e pensar... Talvez não chegue a conclusão alguma, apenas exercitando um ato continuo: o pensar. Escrevo para transformar a tristeza em saudades, a solidão em lembranças. Às vezes, penso naquela casa que fica atrás do portão preto. Fico imaginando se lá tem muitas flores.... Ou jardim? Será que tem cachorro, pássaros? As pessoas que moram lá andam sempre com passos rápidos, com ar de serenidade. Fico pensando, do que se alimentam? Do alimentam a alma? De onde vem tanta calma? De onde vem tanta paz? No que acreditam?Certo dia, passei e acenei por senhor da janela que sorriu para mim. Aquele senhor de olhos vermelhos e cabelos brancos, sempre com um sorriso no canto dos lábios. Seguir, dali, o meu caminho, pensando nas voltas da vida- longa jornada cheia de bifurcações. A cada dia me assusto com a infinidade de possibilidades que me batem a porta. São tantas portas secretas que se abrem a minha frente... Em cada uma dela fico parada olhando, tentando imaginar o que tem detrás daquela porta. Caso eu abra e entre. Como fazer o caminho de volta? E se eu me perder? Tem gente que passa a vida inteira na sua zona de conforto, sem sair do seu mundo com o medo de se perder. De não conseguir o achar o caminho de volta. Eu ainda prefiro as mudanças... Penso nas portas que se abrem. De quem será que são as chaves? Quem são os donos? De são as chaves que abrem e fecham as portas?Se cada um de nós tem a chave que abre as portas de nossas vidas, por que muitos ainda estão parados diante da vida á espera que alguém dê as chaves que abram suas janelas secretas? Porque temem o desconhecido, porque é mais cômodo atribuir aos outros o peso de nossos esocolhar e fracassos? Se somos agentes de nossa historia, como pode o outro ter a chave que nos leva a felicidade? Não há por que temer o que tem por trás das janelas secretas, pois o caminho é feito ao andar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

CAOS

Sobrevivendo ao oceano de emoções. Constantemente me assusto com as situações e emoções. Estranho as relações entre as pessoas. Estranho o fato das pessoas dormirem juntas, terem planos para o futuro... Se vêem todos os dias, dormem e acordam juntas. E quando o relacionamento acaba elas passam a ser estranhas. Estranho mais ainda o fato de num dia a pessoa ser estranha e desconhecida, no outro torna-se o centro da suas atenções. Depois com o fim do relacionamento são estranhas novamente. Fico pensando como deve ser nas cabeças das crianças quando os pais se separam. Coitadas!
Penso, ainda, no poder das pessoas sobre nossas vidas. Um dia desses estava abastecendo o carro, pensando na vida... O céu nublado. Em pleno meio dia. Quando sou brutalmente acordada dos meus sonhos e inquietações:
- fique quieta, o posto está sendo assaltado!
- Sério?Perguntei.
- Não encara, não encara, esbravejavam aos gritos
Nesse momento o coração bateu mais forte quase que saiu pela boca, comecei a rezar e pedi a Deus e Maria que intercedesse pela minha vida. Pensei que fosse alguma brincadeira de mau gosto, de alguém conhecido, mas eram estranhos.
Quando olhei, vi dois homens que mais pareciam adolescentes usando blusa de frio com capuz. As pernas finas, típicos de pessoas que passam fome na primeira infância. Sacaram as armas e apontaram para cabeça de uma moça tão novinha e maquiada que tinha acabado de pegar a chave do meu carro – a frentista em minha frente. E o mundo girava tão rápido na minha cabeça. Bateu o desespero procurei as chaves e nada. Queria fugir, no entanto a situação pedia calma e muito silencio. Agachei-me no banco do carro e só ouvir o disparo... Pensei está morta. Neste instante pensei, e chorei por tudo que vivi e não vivi. Pensei nas pessoas que amo, na falta que elas fazem. Na família. Nos amores, nos sabores e dissabores da vida. Vi-me pequena, indefessa e incapaz. Acredita que deu tempo para pensar na teoria do caos? E se eu tivesse saindo mais cedo ou mais tarde, pensei. Aquilo era o caos. E, eu era apenas mais um elemento da natureza, em disposição aleatória, sem nenhum poder. Um estranho a minha frente tinha o poder. Aquelas criaturas de gestos desconsertados e eufóricos. Comecei a senti certo formigamento percorrendo o corpo... Uma sensação de paralisia momentânea. Sentia e frio e calor ao mesmo tempo. Eu prisioneira daquele tempo... Perdi os sentidos.
- Toc, toc, toc... Eram as batidas no vidro do carro.
-Moça, moça, tudo bem? Eles já foram
- Teve disparos, mas era para intimidar,
- O que aconteceu?
- Eles levaram todo o dinheiro do posto, mas graças a Deus não feriu ninguém.
Sai dali com a sensação de impotência impregnada em minha mente. E tentando entender as coisas, aqueles homens estranhos e poderosos. Fiquei pensando o que eles tinham roubado? A “rotina que cuida do normal”? A paz de espírito? Pensei nos estranhos conhecidos que muitas vezes nos rouba a alma, a calma, alegria, o dia...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

FAST FOOD


“A vida é feita de insanidades”

É MUITO TRISTRE CAMINHAR ASSIM COM ESSE VAZIO DENTRO DE MIM. A SENSAÇÃO DE CAMINHAR E CHEGAR A LUGAR ALGUM. SIMPLEMENTE IR, INDO SEM SABER PRA ONDE. JÁ SE SENTIU ALGO ASSIM? FAÇO POR FAZER, SEM NENHUMA PRETENSÃO DE RENCONHECIMENTO. É COMO COMER E NÃO SENTIR O SABOR. É ASSIM QUE ESTOU. MINHA GRANDE MOTIVAÇÃO FICOU PELOS CAMINHOS DA VIDA. NÃO TENHO VERGONHA EM ASSUMIR QUE SOU UM ZUMBI, DISTANTE DE TI. ESTAR POR ESTAR. COMER POR COMER. FAZER POR FAZER. É ESTADO COMUM QUE TEM HABITADO MINHA ALMA. HÁ QUEM DIGA QUE SEJA O MAL DO SÉCULO A TAL DEPRESSÃO, MAS NÃO ACREDITO NISSO NÃO. APESAR DE TUDO ESSA AUSENCIA DE COR E SABOR, AINDA EXISTE DIAS QUE CONSIGO SORRIR, SABE VER GRAÇA NAS COISAS. EXISTEM ATÉ PESSOAS QUE GOSTO DE VER VIVENDO... TENTO FUGIR DE TUDO QUE ME LEMBRA AQUELA HISTORIA DE AMOR QUE FRACASSOU, MAS NÃO ADIANTA POR QUE NÃO CONSIGO FUGIR DE MIM MESMA. EM SABER QUE SOU MINHA PROPRIA ESTRADA, EROSÃO. QUER SABER POR ESCREVO, PORQUE É MAIS BARATO QUE PSICOLOGO E TAMBÉ, MUITO MAIS VERDADEIRO. NÃO QUERO ME EXPLICAR, CONTEXTUALIZAR PARA NINGUÉM. QUERO APENAS ESPANTAR ESSA COMPANHEIRA DESCABIDA, QUE VIVER ATORMETAR O MEU POBRE CORAÇÃO: A SOLIDÃO. É DIFICIL ASSUMIR E FALAR DESSE ADJETIVO QUE QUALIFICA UM ESTADO DE ESPIRITO PERENE NESSE ESPAÇO DE TEMPO EM QUE VIVO. CERTAMENTEMENTE DEVO CAUSAR CERTO ESTRANHAMENTO A VOCÊ QUE LÊ ESSAS LINHAS. POIS O MUNDO MODERNO VENDE A FELICIDADE COMO SE FOSSE UM ENLATADO QUE SE COMPRA NAS PRATELEIRAS DAS LOJAS. COMO SE A FELICIDADE FOSSE FAST FOOD. ESSA TAL FELICIDADE QUE SE VENDE NOS COMERCIAIS DE MARGARINA DE DOMINGO A TARDE. TALVEZ A MINHA VIDA TENHA MUITO MAIS SABOR QUE A SUA, SABE POR QUÊ? POR QUE SÓ EXISTE O DOCE POR EXISTE O AMARGO. AH, AGORA MEU CARO, CABE A VOCÊ O JULGAMENTO. HOJE EU ENTENDO AS LETRAS DE MUSICAS QUE ANTES EU NÃO ENTENDIA, ELAS TÊM UM NOVO SIGNADO. A POESIA, NOSSA ENTÃO NEM SE FALA PARECE QUE FUI EU QUE AS ESCREVI TODAS, ELAS SÃO TÃO FAMILIAR. ESSE TAL SENTIMENTO UNIVERSAL QUE COMPARTILHAMOS ÀS VEZES É TÃO DISTANTE OU TÃO PERTO AO MESMO TEMPO. ESSA CAPACIDADE QUE TEMOS DE DIVIDIR O INDIVISSIVEL : O PENSAR E SENTIR.